Agredida na ficção, Bianca Bin se emociona ao lembrar de vítimas: 'Chocante'

Bianca Bin não conseguiu segurar a emoção ao falar sobre os relatos que tem recebido por conta de sua personagem, Clara, em “O Outro Lado do Paraíso“. Na novela de Walcyr Carrasco, apesar de agora estar em busca de justiça, no passado, a jovem foi agredida na ficção pelo atual ex-marido, Gael (Sérgio Guizé). “Eu tenho ido à padaria, ao médico e encontro algumas pessoas que acompanham a história. É lindo o número de mulheres vítimas de violência que me encontram e abrem o coração e suas vidas pra mim, me contam seus relatos de forma tão generosa e eu agradeço. Acho muita generosidade. Me trouxe força. São muitos relatos. Às vezes elas falam ‘meu marido me me batia’ e eu só consigo perguntar ‘mas batia muito?’. A última me falou ‘sim, ele quebrou meu maxilar'”, diz ao Purepeople, às lágrimas, durante abertura de gravação nos Estúdios Globo.

Veja também

Atriz não foi agredida na vida real: ‘Nunca passei em nenhum relacionamento’

A artista – que já viu casos de violência doméstica acontecerem em sua família – destacou a função social da novela. “É uma violência muito chocante pra mim. Eu, Bianca, graças a Deus nunca passei nem perto disso em nenhum relacionamento amoroso que eu tive na vida. Tenho só 27 anos, mas espero nunca passar. A nossa função é muito social de informar essas mulheres também, de dizer o que é violência. E começa pequeno, tem que ficar atenta e a mulherada tem que confiar cada vez mais em si mesma, fortalecer essa intuição”, afirma Bianca, que tem como prática o ritual de ‘plantar a lua’ com a menstruação.

‘A gente não vai mais se calar’, celebra Bianca

Adepta da meditação por conta da carga dramática da protagonista, ela frisou ainda importância do empoderamento feminino estar em foco na imprensa nacional e internacional, como no discurso da apresentadora Oprah Winfrey no Globo de Ouro, no último domingo. “Eu acho que vivendo uma primavera feminista e acho que a gente não vai mais se calar, o momento agora é nosso. Esse problema é uma doença social que envolve o mundo todo. A gente está unida cada vez mais, uma sobe e levanta a outra”, vibra.

(Apuração de Carol Borges e texto por Marilise Gomes)

Purepeople – Todas as

Compartilhar